quinta-feira, 4 de abril de 2019

Quanto a Violência contra a Mulher.



Ultimamente temos sido surpreendidos de forma negativa com um número alarmante de mulheres vítimas de violência doméstica.

Nos últimos anos, tal índice tem aumentado de forma tão considerável que no ano de 2006 foi publicada a Lei n. 11.340/2006, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha.

Posteriormente, em meados de 2012, o Supremo Tribunal Federal, estabeleceu que as denúncias contra o agressor podem ser registradas por qualquer pessoa, por meio do Disque 180, ou junto as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).

Porém, tais medidas ainda não tiveram o condão de coibir ou reduzir o número de violência doméstica cometida contra a mulher, sendo assim, como forma de punição e não só de prevenção, no ano de 2015 o Código Penal Brasileiro, sofreu alteração realizada pela Lei 13.104/2015, que incluiu no referido diploma legal o feminicídio como qualificadora do crime homicídio e ainda, lançando tal tipificação qualificada no rol dos crimes hediondos.

Assim, o feminicídio, foi recepcionado pelo Código Penal por meio da Lei 13.104/2015, como homicídio qualificado, contra a mulher, “por razões da condição de sexo feminino” (art. 121, §2º, VI e seguintes do CP).  

A Lei Maria da Penha, em seu artigo 7º, prevê 5 (cinco) formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, quais sejam: violência física; violência psicológica; violência sexual; violência patrimonial e violência moral.

O que nos causa estranheza é analisar que ao longo dos anos, o número de ocorrências registradas de violência contra mulher e feminicídio tem aumentado consideravelmente, mesmo após todas as políticas adotadas.

Causando a impressão de que, quanto mais se fala sobre o assunto, mais aumenta a violência. Contudo, em verdade nós mulheres continuamos sendo vítimas da influência machista na criação dos filhos.

A cultura social ainda persiste em educar os filhos homens para serem os provedores, as mulheres para serem independentes, contudo, não se conscientiza o homem para aceitar tal independência feminina como algo positivo a ser somado no lar e nas relações trabalhistas.

Tal cultura ainda, faz com que mulheres bem sucedidas e independentes, acreditem ser normal a submissão extrema ao sexo masculino, em respeito a retrograda visão de superioridade masculina no lar.

Assim, acabo por concluir que essa nova geração de mulheres empoderadas, que foram criadas para serem independentes e buscarem cada vez mais igualdade no mercado de trabalho, está muito além da cultura imposta a nova geração masculina, que ainda tende a acreditar serem eles o sexo forte e as mulheres o sexo frágil e portanto, submissas a masculinidade.

Enquanto nossa cultura for de educar o sexo masculino para ser aquele quem tem a última palavra, a autoridade máxima dentro do lar e na sociedade em geral, infelizmente, os números de feminicídio e de violência contra a mulher, dificilmente diminuirão.


terça-feira, 24 de julho de 2018

Nem tudo são flores...



A advocacia é um terreno desconhecido onde muitos acabam se perdendo e outros, por vezes, tem encontros maravilhosos com seu próprio “eu”.

Iniciar a carreira não é nada fácil. Primeiro vem a faculdade, depois o Exame da OAB e então a pessoa se vê no meio da multidão, sozinho, rodeado do desconhecido, da insegurança gerada não só pela falta de preparo, mas muitas vezes, pela ausência de receptividade.

São muitas indagações, receios e dúvidas: Qual área devo atuar? Devo começar sozinho, advogo ou faço concurso? Peço ajuda para algum colega mais experiente, ou isso é demonstrar fraqueza?  Como conquistar clientes? Quanto cobrar? Etc.

Nessa ceara, não são apenas os conflitos internos que perturbam o recém formado, a cobrança da sociedade (família e amigos, especialmente) pesa bastante eis que viemos de uma cultura onde o curso de direito em si, somente faz sentido se o estudante, após a graduação, ainda que não vá advogar, conquiste a carteira da OAB.

Ao passo que se você sai da faculdade e, ao conquistar a tão suada credencial, resolve seguir carreira, a cobrança social passa a ser quanto a sua “desistência” em continuar...

Explico:

Há uma parcela da sociedade que acredita que nenhum advogado deve ser eternamente advogado. Apesar de cobrarem o registro na Ordem dos Advogados do Brasil, muitos acreditam que toda pessoa deve usar a advocacia como ponte, até conquistar uma vaga em um bom cargo público.

Eu até creio que para muitos, de fato, a advocacia serve como um processo de preparação para algo que almeja em cargos públicos, ou que após cumprir as exigências sociais, a pessoa não se encontra como profissional da área e resolve buscar outros caminhos e o inverso também ocorre, e muito.

Tenho acreditado que a profissão escolhe a pessoa e não o contrário. Quando sua vocação é atuar em determinada área, se você tem fé e é dedicado, acaba que a vida (Deus), te leva para o lugar que você pertence.

Advogar, pela minha parca experiência vivida, mas, em uma análise geral da vivência de colegas militantes há mais tempo, não é nada fácil. É preciso sim, muita dedicação e empatia, tanto com os demais colegas, quanto para com os clientes.

Não dá para ser covarde nessa profissão, se assim o for, os objetivos ficam pelo caminho. Do contrário, é preciso ter muita coragem e garra para enfrentar os mais variados tipos de assuntos e matérias, pois você nunca deixa de ser surpreendido com um novo assunto, um novo direito, uma nova vertente.

Portanto, advogar, ao contrário do que a sociedade pensa, não é desistir de continuar, é decidir permanecer, é buscar ser para a parte o meio que ela precisa para garantir seus direitos e deles usufruir.

É persistir na certeza de que todo caminho, por mais pedras que possua, leva para algum lugar. Portanto, se você desiste da caminha logo, de fato, não chegará a lugar algum.

Mas se ao contrário, persiste e insiste no caminho, certo de seus objetivos, uma hora as pedras dão lugar as flores e os bons frutos são colhidos.

Euterpe Matos.
   
(imagens retiradas do google)



segunda-feira, 30 de abril de 2018

Vestindo-se para trabalhar...


Muito se tem discutido quanto as vestimentas de partes e advogados(as) em audiência, especialmente com relação as advogadas.

Os noticiários e redes sociais vivem abarrotados de conteúdos compartilhados a este respeito cujas opiniões divergem e muito.

Por esse motivo resolvi escrever o primeiro post do Closet Jurídico, tendo tal tema como central eis que muito tem a ver com uma das intenções desse pedacinho de papel virtual aqui.

Claro que não é fácil ser mulher moderna e permanecer feminina em um meio predominantemente masculino como, por exemplo, os corredores e salas de audiência dos Fóruns, Delegacias e Repartições Públicas.

Para qualquer mulher escolher um look para trabalhar nem sempre é uma tarefa fácil. Especialmente quando a profissão que você exerce lhe exige postura, elegância e discrição. 

O melhor conselho é de sempre usar o bom senso.

Ocorre que se percebe não ser apenas a dificuldade em escolher o melhor “look day” que aterroriza nosso dia-a-dia.

Sem desmerecer os homens, mas a correria masculina está longe de chegar aos pés do corre-corre que uma mulher que se divide em esposa, mãe, estudante, profissional e dona de casa.

Afinal, não são todas que conseguem exercer todas essas funções sobre um salta fino de 10cm não é mesmo? Por esse motivo, as vezes o conforto fala mais alto.

O problema é que muitas vezes o conforto fala tão alto que acaba beirando o desleixo.

Uma boa dica para evitar a deselegância é manter sempre no armário peças coringas, que sirvam para o trabalho e também para a correria diária.

Camisas brancas, com calças alfaiataria ou jeans mais leves, são ótimas opções, especialmente quando combinadas com aquele casaquinho coringa, não é mesmo?

Tons claros para a parte superior, combinados com tons escuros na inferior, dão boas composições e passam despercebidos, caso necessite usa-los com frequência (o inverso também é permitido e fica super legal).

A mesma dica vale para os sapatos. Isso não significa que você precisa se prender apenas ao preto e branco, ao contrário, entre tons pasteis e escuros há uma variedade de cores que podem ser combinadas, deixando a composição mais divertida e ao mesmo tempo com  a discrição e elegância necessária.

Os acessórios são ótimos aliados para transformar um visual confortável do dia, em uma composição elegante para a noite. Trocar a sandália baixa por uma de salto, ou até mesmo substituir o sapato bico-fino de salto por uma sandália alta de tiras, adicionar colares, pulseiras e brincos, traz versatilidade a composição, transformando look's simples em sofisticados.

Mas se você tem poucas peças ou tem medo de errar, o segredo está em deixar o colorido para os acessórios, seja um colar, pulseira, bolsa, lenço, ou até mesmo o sapato.


Sem contar que com essas peças é perfeitamente possível, após aquela audiência ou reunião importante, trocar o sapato de salto por um mais baixinho, deixando o visual mais confortável, porém, sem perder a elegância!

No link abaixo, temos uma ótima opção de transformação do look do dia em look da noite, que vocês podem ver o resultado final na imagem ao lado: https://youtu.be/LerfEj5qvTg 


Abaixo deixei mais algumas imagens que consegui no Goolge mesmo para servir de inspiração.

 











Bom é isso!  Espero ter ajudado!

Até a próxima publicação que pode ser um papo aberto sobre o dia-a-dia ou alguma coisa mais séria sobre legislação. Afinal, o objetivo aqui não é manter padrões e sim compartilhar, sejam dicas sejam informações! Beijinhos.


Euterpe Matos.





sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Boas-vindas!

Bom esse é meu primeiro texto aqui no blog, então resolvi escrever uma mensagem de boas-vindas para que vocês possam saber o que esperar desta página que estou criando.

Sou advogada e apaixonada pelo direito, mas tenho como segunda paixão a moda em geral, mas como toda mulher, gosto mesmo é de tagarelar e opinar, então, criei esse espaço para tecer os mais diversos comentários, jurídicos ou não, sobre as ocorrências quotidianas e assim compartilhar minhas opiniões sobre o que quer que seja haha.

Espero fazer do Closet Jurídico uma ferramenta de troca de ideias e experiências.

Então, apertem os cintos e preparem-se para serem alvejados com diversos textos de minha autoria, ou não, contendo meus devaneios sobre a vida, moda e carreira.

Agora é só aguardar a diversão e a informação chegarem por meio das próximas postagens ;-)