A advocacia é um terreno desconhecido onde muitos acabam se
perdendo e outros, por vezes, tem encontros maravilhosos com seu próprio “eu”.
Iniciar a carreira não é nada fácil. Primeiro vem a faculdade,
depois o Exame da OAB e então a pessoa se vê no meio da multidão, sozinho,
rodeado do desconhecido, da insegurança gerada não só pela falta de preparo,
mas muitas vezes, pela ausência de receptividade.
São muitas indagações, receios e dúvidas: Qual área devo atuar?
Devo começar sozinho, advogo ou faço concurso? Peço ajuda para algum colega
mais experiente, ou isso é demonstrar fraqueza? Como conquistar clientes? Quanto cobrar? Etc.Nessa ceara, não são apenas os conflitos internos que perturbam o recém formado, a cobrança da sociedade (família e amigos, especialmente) pesa bastante eis que viemos de uma cultura onde o curso de direito em si, somente faz sentido se o estudante, após a graduação, ainda que não vá advogar, conquiste a carteira da OAB.
Ao passo que se você sai da faculdade e, ao conquistar a tão suada credencial, resolve seguir carreira, a cobrança social passa a ser quanto a sua “desistência” em continuar...
Explico:
Há uma parcela da sociedade que acredita que nenhum advogado deve
ser eternamente advogado. Apesar de cobrarem o registro na Ordem dos Advogados
do Brasil, muitos acreditam que toda pessoa deve usar a advocacia como ponte,
até conquistar uma vaga em um bom cargo público.Eu até creio que para muitos, de fato, a advocacia serve como um processo de preparação para algo que almeja em cargos públicos, ou que após cumprir as exigências sociais, a pessoa não se encontra como profissional da área e resolve buscar outros caminhos e o inverso também ocorre, e muito.
Tenho acreditado que a profissão escolhe a pessoa e não o
contrário. Quando sua vocação é atuar em determinada área, se você tem fé e é
dedicado, acaba que a vida (Deus), te leva para o lugar que você pertence.Advogar, pela minha parca experiência vivida, mas, em uma análise geral da vivência de colegas militantes há mais tempo, não é nada fácil. É preciso sim, muita dedicação e empatia, tanto com os demais colegas, quanto para com os clientes.
Não dá para ser covarde nessa profissão, se assim o for, os
objetivos ficam pelo caminho. Do contrário, é preciso ter muita coragem e garra
para enfrentar os mais variados tipos de assuntos e matérias, pois você nunca
deixa de ser surpreendido com um novo assunto, um novo direito, uma nova
vertente.
Portanto, advogar, ao contrário do que a sociedade pensa, não é desistir de continuar, é decidir permanecer, é buscar ser para a parte o meio que ela precisa para garantir seus direitos e deles usufruir.

É persistir na certeza de que todo caminho, por mais pedras que possua, leva para algum lugar. Portanto, se você desiste da caminha logo, de fato, não chegará a lugar algum.
Mas se ao contrário, persiste e insiste no caminho, certo de seus objetivos, uma hora as pedras dão lugar as flores e os bons frutos são colhidos.
Euterpe Matos.
(imagens retiradas do google)
